Roteiro de aulas

Doenças Bolhosas

    • Como o nome já diz são doenças que tem como principal característica clínica o aspecto de bolha. Existem vários tipos mas os mais importantes para a odontologia é o Penfigo e o Penfigóide.
      O Penfigo e o Penfigóide possuem características em comum, são doenças auto-imunes.

      Penfigo

      São bolhas intra-epiteliais formadas pela ruptura dos desmossomos. São bolhas ou áreas úlceradas que podem ocorrer em qualquer parte da mucosa julgal ou na pele. Acomete indivíduos de ambos os sexos, acima de 40 anos. O Penfigo forma uma crosta cicatricial na mucosa causando muita dor ao paciente que sente dificuldades para se alimentar. Existem dois tipos de Penfigo:

      – Penfigo Foliáceo: mais violento, é conhecido como Fogo Selvagem. São extensas bolhas na pele que estouram e ulceram causando muita dor. 80% dos pacientes vão a óbito.
      Na maioria dos casos o diagnóstico inicial do Penfigo Foliáceo é feito pela boca.

      – Penfigo Vulgar: não é tão destrutivo quanto o Penfigo Foliáceo.

      O tratamento do Penfigo é feito com Corticosteróide (Prednisona com doses iniciais de 80 mg/dia) ou Imunossupressores em casos mais avançados.
      Os exames que podem ser feitos para fechar um diagnóstico de Penfigo é a biópsia, onde são encontradas bolhas intra-epiteliais e o exame de imunofluorescência que detecta a presença de IgG.

      Penfigóide

      Doença semelhante ao Penfigo. Ocorre em indivíduos acima dos 40 anos se diferenciando por prevalecer em mulheres e ocorre em qualquer mucosa e na pele. Mas a principal diferença em relação ao Penfigo é que, no Penfigóide, as bolhas são sub-epiteliais, separando o tecido epitelial do tecido conjuntivo.
      Clínicamente será difícil encontrar bolhas, o que encontramos são áreas descamativas brandas.
      O tratamento também é feito com Corticosteróides só que em menores doses (Prednisona com doses iniciais de 40 mg/dia).
      Os exames para se detectar o Penfigóide são os mesmo feitos para o Penfigo; biópsia e imunofluorescência.

      Marília Vieira Martins